Thursday, January 16, 2014

Gravação I


estou à janela a ganhar coragem para escrever. estou a fumar o meu cigarro, a ouvir a minha musica, para variar. a ouvir a minha musica e a olhar para a lua. a ver suavemente como as nuvens passam por ela. e reparo que o que quero escrever nao vai de encontro ao que estou a ver. está a ficar estupido. enfim.  este blog esta a ficar uma coisa muita estupida. nunca sei o que heide escrever. e quando escrevo é sempre sobre as minhas mulheres captadas por vários homens diferentes. se é que se pode chamar homens. Não me sai nada de jeito e quanto mais tento escrever, menos sai. nao sei o que se passa. talvez faça do blog um refugio às minhas crises existenciais. estou a falar alto ao gravar isto e se os meus vizinhos estiverem a ouvir vai ser muito engraçado porque vão gozar comigo. fez-se silencio agora e olhei para as luzes da cidade. não é que as luzes sejam muitas mas mesmo assim fez.me pensar no que o futuro me trará. está a ficar um bocado cliché isto. mas na verdade, espero que no fim deeste cigarro me venha algo interessante para escrever. mas continuando o raciocinio das luzes. será que vou viver numa cidade destas ou noutra cidade qualquer? será que vou encontrar alguem como eu? para partilhar as minhas maluqueiras de naturalista e de atirar-me de cabeça para qualquer aventura que me apareça à frente. fumar o meu cigarro por baixo de árvores... correr à noite entre a floresta. perdê-lo. e ele, muito sublime, encontrar-me. e acabaarmos a fazê-lo no meio da natureza a ouvir os passaros. e no fim, apenas com a lua a iluminar. ver a lua. fumar um cigarro. sentir a energia humana. sentir tudo.. (suspirei) sentir tudo o que se pode sentir. sentir a minha maior alegria. a minha maior sinestesia.  e mil palavras caras para descrever as mil sensaçoes que me ocorrem nao só ao imaginar que o futuro me poderá trazer isto mas talvez pelo destino me fazer acreditar que eu quero isto e vou ter isto.


Tuesday, January 14, 2014

mas que vontade subita que me deu para descrever todo este nó cerebral que me deu agora. acabei eu de ler uma publicaçao de Ricardo Araujo Pereira sobre o cristiano ronaldo e decidi eu mandar a um rapazinho que conhecia. pensava eu. entao, escrevo o nome do dito cujo no motor de busca do facebook e pelo meus espantos.. sim, foram dois espantos efémeros! primeiro, ele tinha-me removido dos amigos; segundo, ele ainda namorava com aquela miudinha loirinha, bem vestidinha e tudo acabado em 'inha' comparado comigo. tive uns certos beijinhos com este rapaz, nada de especial, decadências minhas - é como intitulo estes meus "pára-cérebro". ele sempre me tinha dito que era uma rapariga diferente, falou das mulheres dentro de mim, falou da minha beleza diferente e do quanto eu lhe dava tusa. (ainda bem que o blog é privado) deixei-o e na verdade, passado umas milesimas de segundo, ele atacou esta coitadinha. nem sei como escrever isto sem parecer egoísta. sinto-me cheia de auto-estima. é estranho mas sinto!! porque raio sou a mulher fatal que todos querem dizer que tiveram, se aproveitaram ou sei lá que mais? serei alvo de excitação masculino?

Sunday, January 12, 2014


que tal fugirmos. que me dizes? não sei, mas hoje foi como se abrisses o meu peito ao meio e colocasses tudo de tranquilo que possa existir, de uma forma sublime e pura. não me refiro só à ultima parte mas sim à tarde toda juntos. meu grande demonio, leva-me contigo ou perde-te comigo. não quero dar parte fraca. já falei demasiado.


Thursday, January 9, 2014


estou em branco tal como esta folha. será que encontrei o corpo com mil homens cujos apaixonaram as minhas mil mulheres? sinto-as eufóricas dentro de mim. meu grande demónio!! apanhaste-me na melhor altura, de novo. apareces sempre quando preciso de ti e desta vez será que é para sempre? nunca tive nada de ti. será que vou ter agora? eu acredito no destino e se ele está sempre a juntar-te a mim é porque esse corpo me pertence e esses teus mil homens encontraram as suas mil mulheres. "casa-te comigo satanica de merda", a criatura feminina e maléfica dentro de mim arrepiou-se com esta tua agressividade de amor. "amo-te mais do que o som dos ossos a partir" - só eu entendi , meu demónio, só eu!


Wednesday, January 8, 2014


tenho tantos rapazes a falar comigo e acho que todos se apaixonam, se não for mim é pelo meu corpo ou pelo meu transpirar a pecado, tal como um dito cujo me dizia no outro dia. será que agrado a vários homens por ter varias mulheres dentro de mim? e porquê sempre aos mais velhos? eles devem ver em mim um espirito livre que as raparigas da idade deles têm diferente. 
hoje fui ao massagista. é uma historia demasiado engraçada e pessoal para publicar aqui. só vos digo que saí de lá outra pessoa e nao fui eu que recebi a massagem, simplesmente levei um banho de energias e conversas intelectuais de um homem lindo de morrer. será que este se encantou pelos meus olhos ou pelo contacto de vibraçoes que tivemos? 
é engraçado, que há medida que escrevo vou fazendo as minhas filosofias. tal como no meu raciocinio anterior disse que diferentes homens se apaixonam pelas várias mulheres que me completam; será que algumas das minhas criaturas inatas são apaixonadas por cada amigo meu diferente? eu, ou antes, o meu corpo apenas as transporta, todas vivem a mesma rotina mas ambas têm paixões e amores diferentes. deve ser por isso que sou uma indecisa emocionalmente. não há nenhum rapaz que me satisfaça a todos os niveis, ou antes, a todas as mulheres. 


Monday, January 6, 2014



V - Im The Angel swetty bastard!


A - I can be your fucking devil if you want. a little and evil devil my love.


V - its all I want for now my evil love


A - for now? and then?


V - Now and then, today and tomorrow , in every moment every day, I am yours if you'll 

be mine too, i dont let you go Again, dear satan.


A - ohh my demon lover, don't disappoint me again because i'm a fucking devil now and I

can be your dream girl.


V - I know you can and if you want you Will be !



Passado mil anos continuas a matar-me com as tuas palavras! parabéns, meu demoniozinho!

Friday, January 3, 2014

III


Hoje é uma noite como qualquer outra. Uma perna dentro do meu quarto e outra fora da janela, o fumo do cigarro passa entre os meus dedos e a musica ecoa na minha alma. A única diferença é que tu não estás cá. E não falo fisicamente porque isso será algo banal comparando com o que estou a sentir neste momento.
Sento-me na cama e encosto-me à janela. Não sei o que escrever. Tenho a necessidade mas parece que custa cantar as palavras pelos dedos. Se existo sempre que pensas em nós, qual será o meu estado agora? Morte? Existência? Vida? Estáras tu a pensar em mim após a facada sentimental que te dei? Sinto-me mulher, sabes? Nunca pensei ter força para dizer-te um ‘Não!’ e quando o fiz, as lagrimas apenas afogavam os meus olhos mas o ego, que não é gigante mas foi naquela altura, não deixou que elas criassem um marmoto pela minha cara inteira.

Mais um cigarro e parecem 100 anos de solidão. 





but you.. it was different with you. 
and you remember me why I loved you.

II

É estranho como este parágrafo saiu tao filósofo e eu sei que a partir de agora será tudo mais claro e justo. Talvez seja o reflexo da minha pessoa. Ou antes das minhas pessoas.
Sempre disse que haveria varias mulheres dentro de mim. Descrevendo-me como a mulher fatal, de maquilhagem carregada e o cigarro na mao que passará de um momento para o outro a ser a mulher mais doce, a ler o seu livrinho com um titulo irreverente – cuja capa são corações e letras e o conteúdo é extrema pornografia e mal dizeres.
É engraçado que até tu reparaste nesta minha forma de ser. Ou antes, na minha pluralidade. Ouvir da tua voz – a tua voz à locutor de rádio que me deixa com os ânimos mais em alta –  a dizer que eu fascino-te por ter o melhor das tuas amigas. O que soou estranho e causou ciúmes por pensar estar a ser mais outra, mas claro que não ias deixar passar esta.
Estou-me a tornar sentimentalmente vulnerável. A minha alma não pára de querer a tua. Esta chama a minha com toda a tua força intelectual e eu não páro de desejar. Fazer amor contigo.

Escrevo para não cair no erro de to dizer.  e soa melhor escrito realmente! Soa a poesia . Dito, com a língua rude, fica doentio. Quando o digo em voz alta, sinto-me uma masoquista por querer morrer de amor. 


Thursday, January 2, 2014

I

Acordo mais um dia na minha cama. Engraçado que a minha melhor monotonia faz-me o dia: cigarro e eu, apenas eu, deitada a ver a chuva a cair, mergulhada na musica vinda do computador. Recebo uma mensagem tua . talvez não queira descrever o meu entusiamo adolescente pois daria um aspeto de submissa sentimental.. mas afinal quem engano eu ? Eu vesti-me a correr, dei mil borrifadelas de perfume, dançei entre elas, cantei maquilhagem e … deixei o meu quarto todo desarrumado, para variar. Sempre ouvi dizer que devemos encontrar alguém que nos faça sentir bêbados quando estamos sóbrios – engraçado vindo de mim porque eu não gosto de álcool. Este meu desabafo está a ficar incrível, não está? mas o amor é mesmo assim, uma complexidade da vida – uma foda mal dada.



- Deixem as vossas opiniões, se querem que eu continue a historinha digam. eu prometo escrever pouquinho de cada vez!

uma falaciosa noção de intimidade

sinto-me um grande escritor de bloco e caneta pousado na mesa. mas na verdade o que me carateriza mais neste café solitário é o cigarro pousado no cinzeiro e a minha solidão. pseudo-escritor, digo eu.
Na verdade, o que entendemos nós da intimidade do ser humano? será que nao passará de apenas a "curta e grossa" ciência?
vejo as pessoas a passar. raparigas a falar dos seus namorados, inuteis talvez; um rapaz a acender repetidamente o cigarro enquanto mexe no seu Ipad de alta qualidade; os senhores de idade passam de guarda-chuva abertos tal como os seus olhares vazios. e depois eu. afogada nos meus pensamentos. serei apenas eu mergulhada nesta falaciosa noçao de intimidade? ou estarei eu a dar conta da efemeridade da vida?