sinto-me um grande escritor de bloco e caneta pousado na mesa. mas na verdade o que me carateriza mais neste café solitário é o cigarro pousado no cinzeiro e a minha solidão. pseudo-escritor, digo eu.
Na verdade, o que entendemos nós da intimidade do ser humano? será que nao passará de apenas a "curta e grossa" ciência?
vejo as pessoas a passar. raparigas a falar dos seus namorados, inuteis talvez; um rapaz a acender repetidamente o cigarro enquanto mexe no seu Ipad de alta qualidade; os senhores de idade passam de guarda-chuva abertos tal como os seus olhares vazios. e depois eu. afogada nos meus pensamentos. serei apenas eu mergulhada nesta falaciosa noçao de intimidade? ou estarei eu a dar conta da efemeridade da vida?
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