Friday, January 3, 2014

II

É estranho como este parágrafo saiu tao filósofo e eu sei que a partir de agora será tudo mais claro e justo. Talvez seja o reflexo da minha pessoa. Ou antes das minhas pessoas.
Sempre disse que haveria varias mulheres dentro de mim. Descrevendo-me como a mulher fatal, de maquilhagem carregada e o cigarro na mao que passará de um momento para o outro a ser a mulher mais doce, a ler o seu livrinho com um titulo irreverente – cuja capa são corações e letras e o conteúdo é extrema pornografia e mal dizeres.
É engraçado que até tu reparaste nesta minha forma de ser. Ou antes, na minha pluralidade. Ouvir da tua voz – a tua voz à locutor de rádio que me deixa com os ânimos mais em alta –  a dizer que eu fascino-te por ter o melhor das tuas amigas. O que soou estranho e causou ciúmes por pensar estar a ser mais outra, mas claro que não ias deixar passar esta.
Estou-me a tornar sentimentalmente vulnerável. A minha alma não pára de querer a tua. Esta chama a minha com toda a tua força intelectual e eu não páro de desejar. Fazer amor contigo.

Escrevo para não cair no erro de to dizer.  e soa melhor escrito realmente! Soa a poesia . Dito, com a língua rude, fica doentio. Quando o digo em voz alta, sinto-me uma masoquista por querer morrer de amor. 


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