Hoje é uma noite como qualquer outra. Uma perna dentro do
meu quarto e outra fora da janela, o fumo do cigarro passa entre os meus dedos
e a musica ecoa na minha alma. A única diferença é que tu não estás cá. E não falo
fisicamente porque isso será algo banal comparando com o que estou a sentir
neste momento.
Sento-me na cama e encosto-me à janela. Não sei o que
escrever. Tenho a necessidade mas parece que custa cantar as palavras pelos
dedos. Se existo sempre que pensas em nós, qual será o meu estado agora? Morte?
Existência? Vida? Estáras tu a pensar em mim após a facada sentimental que te
dei? Sinto-me mulher, sabes? Nunca pensei ter força para dizer-te um ‘Não!’ e
quando o fiz, as lagrimas apenas afogavam os meus olhos mas o ego, que não é gigante
mas foi naquela altura, não deixou que elas criassem um marmoto pela minha cara
inteira.
Mais um cigarro e parecem 100 anos de solidão.

Escreve um livro Ana Barbosa.
ReplyDeleteP.S: O fundo do blog faz-me lembrar de um certo dia, num certo Vinhal, com umas certas raparigas, com uma certa música feminista e uns certos vídeos inesquecíveis.
xoxo girl